Relato de un náufrago

hace mucho que no escribo. en especial en español.

la muerte de gabriel me ha dejado pensante.

han muchos que los quiero bien pero están lejos. y han muchos que no quiero tanto, pero cercanos.

gabriel fue mi primer escritor de lengua española. me quedaba completamente dentro de sus historias.

especialmente que relataban las viages.

tuve mucho amor y ahora saudades de mi profesor Ángel, quién no hago idea de adonde esta ahora.

saudade, mientras no volvemos a vernos.

“A mi querida y siempre bien amada alumna, no sólo por su felicidad en aprender el español, sino por el admirable ser humano que es. Con todo cariño ‘El Profe'” escribió en mi regalo de cumpleaños, un libro de García Márques, que mantengo en seguridad y cariño.

Como dijiste, un beso y un queso.

 

Gabriel García Márques
Gabriel García Márques

It is not polite…

O primeiro choque cultural, foi na viagem pro Garden Route (interior da Africa do Sul).

Éramos 5 brasucas, dois holandeses, dois alemaes, um britânico e uma espanhola, e nunca, mas nunca  o Brasil me pareceu tão distante, como neste evento, em particular.

O suposto churrasco à que fomos convidados (com carne de Avestruz) iria começar as 19h.

Como uma boa brasileira, tratei de ir tomar banho antes do jantar, e me preparar para a noite que estava chegando.

Eram quase 18h, quando chegamos na pousadinha, com 1 banheiro, e um monte de gente pra se banhar.

Já entendeu que a conta não casou, né?

Churrasco pra gente, significa: Chegue a partir das 19h, e seja feliz.

Juro que não esperávamos que um churrasco seria algo quase sem fumaça, com hora para começar e 40 minutos de duração.

Bem, procedeu que a Holandezazinha (sim, ela merece dois “Zs” na palavra), começou a nos insultar (falar da gente para TODAS as outras pessoas) chamando-nos de mal educados pra baixo, por que na hora marcada de começar o churrasco, estavamos todas nos arrumando e nos embelezando. rs

Se vc nunca sentiu isso, tomara que não sinta. Alguém te recriminando, desdenhando e te condenando, por algo que simplesmente faz parte da sua cultura.

Pois a questão ali não era respeito, era apenas um choque de cultura.

Bem, parte das brasucas sairam da mesa p* da vida, e eu continuei lá, parada atonita, querendo VOAR no pescoço da gata.

Bem, virou que mexeu que consegui falar com ela e dar um toque sutil (quem me conhece sabe a sutileza) de que respeito é bom e conserva os dentes na boca.

Bem, não adiantou muito gastar minha saliva preciosa com ela. Ela (es) não entendem.

Bem ou mal, e cada um com sua peculiaridade, a Europa é “unida” por um mesmo senso comum. O Brasil, em contra partida, está muito distante de tudo isso.

Temos nossos proprios hábitos, diferenças, manias, linguagem, horários, comprometimentos, abandonos, compreensões, compartilhamento com o próximo, e o mais legal: engraçado e carinhoso.

Aqui vai, o que descobro sobre o meu pais, enquanto estava lá:

– Nós dividimos uns com os outros. É comum pra gente, dividir um refri no almoço, por exemplo, com uma amiga de trabalho, já que vc não vai tomar tudo mesmo.

– Nós somos muito engraçados. Amamos piadas, brincadeiras, festa, diversão.

– Nós fazemos amizade com os cozinheiros, faxineiros, guias, mendigos. Garçom então, são nossos preferidos.

– Futebol é muito mais presente na minha vida, nas minhas raízes, do que eu pensava. Assim como o samba.

– Nós comemos MUITO sal.

– Nós comemos muito bem.

– Nós temos muitas lendas e supertições enraizadas. (Tente explicar a lenda do Boto-cor-de-rosa para um gringo, ele vai achar que você é doido).

– Nós somos muito vaidosas.

– Nós somos muito noveleiros e alienados com a nossa própria política pública.

É isso.

Que nós possamos nos orgulhar e ENJOY OUR BRAZILIAN WAY.

Bah

The first culture shock happened on the trip pro Garden Route (interior of South Africa).

We were 5 brasucas (brazilian-girls), two Dutch, two Germans, a British and a Spanish woman, and never, but never seemed so far away Brazil, as in this event in particular.

The supposed barbecue that we were invited (with ostrich meat) would start at 7pm.

As a good Brazilian, I decided to take a shower before dinner, and prepare for the night that was coming.

It was nearly 6pm when we arrived at the lodgings, with just a bathroom, and a lot of people to take shower as well.

Already understand that the account is not married, right?

Barbecue for us (brazilians) means: “Arrive after half past 7pm, and be happy”.

I swear I did not expect that a barbecue would be something almost no smoke, to get hours and 40 minutes.

Well, that made the Little-Dutch (yes, little), began to insult us (speaking for ALL of the others) calling us not-polite down. All of this, because we’re not on the time match.

If you never felt it, hopefully it does not feel. Somebody berating, belittling, and condemning you for something that is just part of your culture.

Because definitly, there was no question about be or not to be polite, was just a culture-shock.

Well, part of the brasucas (brazilian Girls) were fkng angry, and left the table , and I went there, still stunned, wanting to fly in the neck of the cat.

Well, I got touched turned to talk to her and give a subtle touch (who knows me knows the subtlety) that compliance is good and keeps the teeth in the mouth.

Well, did not cut much spending my precious time with her. She does not understand.

For better or worse, and each with its own peculiarity, Europe is “united” by the same common sense. Brazil, starting in counter, is far from all that.

We have our own habits, differences, mannerisms, language, schedules, commitments, abandonments, understanding, sharing with others, the cooler, funny and caring.

Here’s what I discovered about my people while I was there:

– We share with each other. It is common for us to divide a soda at lunch, for example, with a colleague, since you will not even take it all.

– We are very funny. We love jokes, games, party and have fun.

– We make friends of cookers, cleaners, guides, beggars. Waiter then, are our favorites.

– Football is much more present in my life, in my roots, that I thought. And the samba as well.

– We eat too much salt.

– We eat very well.

– We have many legends and superstitions rooted. (Try explaining the legend of the dolphin-pink color to a foreigner, he will think you’re crazy).

– We are very vain.

– Most of us are alienated from our own public policy.

That’s it.

May we be proud of and ENJOY OUR BRAZILIAN WAY.

Bah & Google translate 😉

O Verdadeiro diamante africano I

Tinha um post prontinho pra escrever, mas hoje me deu vontade de escrever o que esta no meu coração. Então, vamos lá.

Não fui pra Africa com intenção de fazer caridade.

A pessoa que mais precisava ser tratada no meu mundo era eu.

Por fora, até tinha uma bela viola (como diria vovó), mas por dentro o pão estava mesmo bolorento, mofado, úmido e completamente fechado.

O tempo em São Paulo, estava me deixando fria, crescendo com uma maturidade falsa, forçada, sem tesão.

Eu sempre soube que a viagem seria boa, mas não imaginava que seria tanto.

Abriu meus horizontes, renovou o que eu tinha por dentro e mudou o meu caminhar, mas não o meu caminho.

Me fez encarar com mais seriedade o que tenho pra enfrentar este ano, me fez entender o que é perseverança, objetivos e real vocação pra vida.

Neste ano de 2012, tenho a sensação muito grande de trabalho duro, e precisarei ter muita persistência e resignação pois a coisa não vai ser fácil. Não mesmo.

Mas independente da facilidade do ano ou não, sei que conseguierei edificar a minha vida.

Eu escolho uma “casa” simples, com qualidade de vida e escolho trabalhar com pessoas, história e arte. Não dá mais pra fugir.

Claro que isso ainda não é possível, pois preciso organizar a minha casa, meus conhecimentos, os meus compromissos e encaixar todas as peças do quebra-cabeça, que ainda estão soltas.

E o mais importante, PARAR de CULTUAR o que eu não gosto na minha vida e todas as coisas que parecem dificeis e desagradáveis.

Deus me ensinou muita coisa nessa viagem, inclusive que o caminho mais facil para o que queremos é ter o coração aberto para pedir e ser atendido. E O MAIS IMPORTANTE, COM FELICIDADE E HUMILDADE.

Obrigada aos SulAfricanos e todos que passaram por mim nesse mes, pois sem perceberem, me ajudarama reconstruir a minha vida.

Sei que é necessário manter a cabeça fora da água, para não se afogar.

é isso,

Bárbara

I had a post all ready to publish, but today I want to write what’s in my heart. So here we go.

I didn´’t go to Africa with the intention to give charity.

I was the person who most needed to be helped in my world.

Outside myself, even had a beautiful accoustic guitar (as Grandma would say), but inside the bread was really stale, musty, damp and completely closed.

The time in Sao Paulo, was making me cold, growing with a false maturity, forced, without stimulation.

I always knew that travel to South Africa would be good, but did not think it would be shit! (London slang)

It openned my horizons, renewed inside me  and changed my walk, but not my way.

It made me look more seriously what I have to face this year, made ​​me understand what perseverance means, goals and real vocation for life.

In 2012, I feel too big of hard work, and I will need a lot of persistence and patience because I feel that will not be easy. Not at all.

But regardless of the ease of the year or not, I know I could build my life.

I choose a “home” simple, quality of life and choose to work with people, history and art.You can no longer get away.

Of course this is not possible to be right now, because I need to organize my home, my knowledge, my commitments and fit all the pieces of the puzzle that are still loose.

And most importantly, STOP to worship what I do not like in my life and all things that seem difficult and unpleasant.

God taught me a lot on this trip, including the easiest way to what we want is to have an open heart and ask to be served. AND MOST IMPORTANT, AND HAPPINESS WITH HUMILITY.

Thanks to all South Africans that I met  this month, because helped me to re-build my life.

Now I know it’s necessary to keep head above water, to do not drown.

That’s all,

Bárbara & Google translate.

Woodside

Esta semana pos TRIP, foi uma das semanas mais importantes e significativas pra mim.

Orando ha algum tempo por uma virada de comportamento e conhecimento que eu sabia que a cidade tinha para me oferecer, finalmente, chegou o que eu tanto esperava.

Eu conheci o Ray na trip para  a Garden Route.

Super caladao, trocamos algumas palavras antes da 1a parada.

Ele ficou amigaco de uma germana, que estava sentada atras de mim, e deu pra ouvir a conversa, onde ele contava o que estava fazendo em Cape Town.

O Ray eh escritor. Da aulas de poesia e literatura em Londres, e esta em CPTWN para fazer trabalho voluntario como professor de ingles para criancas carentes. Acabado esse trabalho, ele emendou outro voluntariado na Woodside Village Helthcare Center, lugar de cuidados para criancas carentes com deficiencia mental.

Resumo da opera, ficamos muito amigos, ele me levou pra conhecer o OUTRO lado de Cape Town.

Ate o momento, eu soh tinha ido em festinhas furadas, tipo PUB irlandes, com um monte de gente sem nocao, 100% branquelos, loucos de pedra dancando ON THE TABLE e querendo ficar muito louco e transar. SIM, eu sou uma idiota. Mas cara, vc da uma, duas, tres oportunidades para certas pessoas e elas me decepcionaram todas as vezes.

(Soh um rapido parentes: Todo mundo combinando de ir num Karaoke. Cara, nao tem nada mais inocente do que um Karaoke, na face dessa Terra. Cara assim que eu cheguei lah, nao consegui ficar 10 minutos. Foi o tempo de pagar, entrar, sair – com a Kelen – daquele pulgueiro. Me perdoem os que gostam, mas pra mim eh over demais).

Wherever, eu juro que nao dava mais. Cara, 3% de Cape Town eh branca. 97% eh formada por negros ou pardos e em 18 dias, eu soh havia frequentado WHITE PLACES.

Bem, primeiro que fiz questao de ir conhecer onde o Ray trampava. Matei aula, pegamos o MINIBUS(ao) rs, Trem, caminhamos, e chegamos na Woodside.

O choque nao foi tao grande, pois ja tinha tido a oportunidade de ir em um hospital infantil com o Stocker & Kimura, fazer um dia das Maes.

NO ENTANTO, eh completamente impactante ver aquelas criancas/adultos tao deformados pois a deficiencia mental, muitas vezes vem acompanhada da fisica.

Essas criancas, precisam de cuidados 24h por dia, e MUITAS delas, foram abandonadas/ rejeitadas.

Elas sao classificadas pelo grau de deficiencia mental e motora. Algumas sao realmente chocantes, do tipo corpo completamente torto. COMPLETAMENTE do tipo COMPLETAMENTE.

O lugar fede, por conta da baba expelida pelas criancas, xixi na frauda e suor.

Eh tipo uma imersao, literalmente. Ficamos la durante toda a manha.

Ontem, Ray Kelen e eu, andamos pelas ruas de Woodstock, meio suburbio de Cape Town e creiam, estamos vivos.

Tambem fomos dancar no Zula, um lugar que toca musica soul, black e reggae, na Long Street.

Ai sim. Mais local e normal para os meus padroes, rs.

NADA EUROPEU, PLS!

No final das contas, eu estou bem. Essa pegada mais normal, eh mais a minha cara. Conhecer a vida das pessoas de verdade (ja tenho uma colacao de historias), e sentir a real life de Kaapstad.

Eh isso. Sao essas coisas que te fazem repensar na sua vida.

As suas atitudes fazem de voce o que vc eh.

NAO SEJA PREGUICOSO, NAO ACREDITE E NAO ACEITE O SENSO COMUM.

SEJA A MUDANCA QUE VC QUER VER NO MUNDO.

Finito.

Bjs

Bah

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