sobre ser um alien

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Todo mundo fala que ama viajar. E acredito.
É realmente legal sair de casa “cheio” de dinheiro e sem NENHUMA obrigação e missão, a não ser a de se divertir.
 
Mas existe algo que vai além desse ir e vir, e gastar tudo.
É o momento em que, pra você, não basta mais usufruir de tudo e criticar os detalhes que tornaram alguns dos seus momentos (tão esperados) ruins. Torna-se essencial conhecer o lugar e entender o dia-a-dia dos que vivem lá.
Os parques aquáticos e resorts não cabem mais no seu roteiro (nem na sua mente); e apenas se divertir não faz mais a sua viagem, incrível. É preciso colher histórias e mudar o olhar.
Você provavelmente sofre também dessa doença, quando você busca ser o mais invisível possível em um lugar. Sem óculos grande, sem chapéu grande e maiô branco. Ser mais ou menos simples, pra conseguir se aproximar e ter as melhores histórias coletadas.
Fiquei buscando um nome pra isso, e não achei.
Creio que seja algo meio historiador, meio turismólogo, meio contador de histórias.
Tudo isso, pra expressar meu olhar sobre o excesso de turismo alienado. Aquele que não se importa “onde estou” ou “o que aconteceu aqui”.
Estive no berço do Mandela, e haviam muitos turistas que sequer sabiam quem ele era.
Acho sensacional viajarmos. Mas fazer isso como se fossemos um alien, dentro da nossa própria casa, acho feio.
Essa reflexão expressada em forma de post, veio da reportagem sensacional da Clara Novais, para a Revista Claudia.

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